segunda-feira, 13 de agosto de 2012

'Pois sou criança e não aprendi a amar'



Talvez eu não saiba amar. Talvez tenha muito o que aprender para chegar a esse patamar: o amor. Talvez tenha que deixar para trás a reciprocidade e a intensidade, duas coisas que estão fora de moda? Não sei. Não entendo. Não entendo como duas pessoas que se amam podem não se querer. Não se querer porque? "Por conta de todo um trabalho de esquecimento que foi feito!" Mas que não deu certo! Olha aqui você me querendo de novo. Me quer de novo, só que dessa vez tem um agravante: EU TE QUERO TAMBÉM! Meu Deus! Deve ser mentira então, a reciprocidade está fora de moda e não deve ser levada em consideração. ¬¬

Talvez eu não saiba amar. Talvez tenha muito o que aprender para chegar a esse patamar: o amor. Talvez tenha que parar de declarar aos quatro ventos um sentimento, parar de demonstrar. É, de demonstrar, de mostrar a necessidade de está perto, de está junto. Parar de mostrar a importância. "O problema, menina, é a intensidade do sentimento." Amar pouco e não demonstrar talvez seja amar. É, deve ser isso, demonstrar afeto demais deve encher o saco.

Talvez eu não saiba amar. Talvez tenha muito o que aprender para chegar a esse patamar: o amor. Talvez tenha que parar de querer dividir o meu mundo, parar de querer unir o seu ao meu. "Quem já se viu isso? O mundo é seu e eu não posso fazer parte dele." Deve ser isso, as pessoas simplesmente preferem não dividir o seu mundo ou preferem não fazer parte do mundo de alguém.

Talvez eu não saiba amar. Talvez tenha muito o que aprender para chegar a esse patamar: o amor. Talvez tenha que aprender a manter mágoas e passá-las na cara de alguém certas vezes, usá-las como armas. Como armas sim, pois amor vira guerra vez em quando. Talvez tenha que aprender a não perdoar, a estampar um ego ferido como escudo, afinal, temos que nos proteger. Pera aí, nos proteger, de que? Não sei, talvez de nós mesmos, mas temos que nos proteger! Avante! Percamos a chance, mas não percamos a luta, o orgulho e a oportunidade de mostrar que o mundo dá voltas. É, deve ser isso, os valores devem ter sofrido mudanças e eu não devo ter percebido. Devo não ter percebido e ficado pra trás, dançando sem par em uma valsa frenética.

Talvez eu não saiba amar. Talvez tenha muito o que aprender para chegar a esse patamar: o amor. 


Andrezza Almeida

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Hope


Ainda que certos beijos não te tirem o fôlego, tente saborear os gostos.
Ainda que certos olhares não te tragam paz, tente sustentá-los e sentir o significado que cada um te traz.
Ainda que certos abraços deem um nó, tente torná-los um laço, um aconchego, um refúgio.
Ainda que certas músicas sejam difíceis de acompanhar, tente não parar de dançar. Mude o ritmo.
Ainda que a saudade te aperte o peito, tente respirar para não sufocar.
Ainda que a solidão te faça se sentir vazia, tente fazer dela e de si uma boa companhia.
Ainda que certas ações você não compreenda, tente respirar fundo e entenda.
Ainda que o tempo passe, tente não parar de crer que é para não se perder.
Ainda que certas coisas te impeçam de amar, tente não parar de acreditar.
Ainda que certos vôos não tirem seus pés do chão, tente ficar na ponta do pé o máximo de tempo que puder.


Andrezza Almeida

sábado, 5 de maio de 2012

Infelizmente não dá pra viver só de amor


Tem gente que acha que o amor pode vencer todas as adversidades, mas o fato é que as adversidades descolorem o amor, tornam a sua existência sufocante, penosa, dolorosa. Tudo bem que nunca encontraremos aquele amor 100%, aquele amor 'melzinho com açúcar', aquela coisa perfeita, vista em filmes e novelas, sem arranhões, com todas as cores vibrantes, brilhosas, intensas. Além da reciprocidade é necessário sentir-se bem no mundo alheio, sentir-se bem-vindo, sem pressões, sem aquela obrigação de ter de fazer tudo perfeito.

Às vezes você simplesmente não foi feita para participar do mundo daquela pessoa, por algum motivo aquela parte do quebra-cabeça não encaixa. Tem vezes em que a pressão para dá tudo certo é tão intensa que você se vê com medo de tentar pelo simples fato de que há uma chance, mesmo que pequena, de errar, de magoar. Algumas coisas foram feitas para dá certo, já outras, o que vale, o que fica é a tentativa, o aprendizado. E a gente precisa aprender a lidar com isso, com essa possibilidade de dá certo ou não, com a possibilidade da rejeição.

A gente precisa parar de querer entender tudo, de querer colocar o ponto em cima de todos os i´s, e, o mais importante, a gente precisa parar de querer justificar o fato de não ter dado certo em cima de algo que nos falta diante do outro. Todos somos completos, todos nos encaixamos em algo ou em alguém. Como em um quebra-cabeça de muitas peças, basta que a gente não desista de procurar as cores, os detalhes e as formas parecidas.

Tudo tem de ser feito e aceito e entendido. Por mais que o sentimento seja grande, temos que caminhar em direção ao equilíbrio, em busca de uma sintonia entre os mundos, entre os olhares, pois infelizmente não dá pra viver só de amor.

segunda-feira, 28 de março de 2011

DESENCANTO


Deito.
Analiso os sentimentos cabíveis outrora no peito.
Me pergunto de que jeito tudo virou pó, deu um nó.
É, de laço, feito com jeito, bem cuidado, bem feito, tornou-se nó, que não desata, que sufoca, que maltrata.
Como pode um amor, tão conhecido meu, virar um desamor, uma tão incompreensível dor.
Como pode um olhar desencantar, uma alma despertar (ser despertada?) de um sonho tão intenso (tenso?).
Como pode uma só pessoa desencadear amor supremo, rejeição e desamor extremo.
Difícil entender como tudo foi acontecer, como você se perdeu e levou tudo a se perder.
Difícil entender porque você escolheu um personagem para viver, ao invés de, simplesmente, encenar você.
Difícil entender até que ponto você está mudado ou até que ponto me deixei ser enganado.

“Quem diz amar para sempre, mente.”
Acontece que ninguém acredita que o que sente vai acabar, virar um oposto extremo, mudar.


Andrezza Almeida

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Odiar Apaixonadamente...




Odeio ter que conviver com essa saudade, com essa vontade.
Odeio ter de conviver com essa falta toda, com essa paixão tola.
Odeio saber que amanhã é outro dia e que sempre haverá outras coisas, outras pessoas. Menos você.
Odeio essa distância imposta, esse seu amor que nem se mostra.
Odeio a forma como você toma suas decisões, o modo como utiliza suas opções.
Odeio seu orgulho, sua prepotência, é como se assumisse o desumano em sua essência.
Odeio sua forma de deixar tudo para trás, como se, na sua frente, ninguém existisse mais.
Odeio o seu jeito consciente de magoar, faz sabendo o que está fazendo, mas nem isso o faz parar.
Odeio ter de ir pela razão, embora tenha de admitir que ela tem completa noção do que possa me causar toda essa emoção.

Andrezza Almeida

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Dias e Dias


Tem dias em que nem a solidão serve de companhia.
Tem dias em que o sol parece não te esquentar, por mais quente que ele pareça estar.
Tem dias em que o frio (de dentro ou de fora?), simplesmente, toma de conta.
Tem dias em que a angústia apronta e esmaga o coração? a alma?, e faz surgir/sentir dor.
Tem dias em que a dor apavora, sufoca, caleja, ensina.
Tem dias em que as experiências ajudam, atrapalham, nos fazem perder chances únicas.
Tem dias em que não me aguento ou me sustento.
Tem dias em que só a esperança de um novo dia conforta.
e...
'É isso que faz meu animal ser gente.'

Andrezza Almeida

domingo, 30 de janeiro de 2011

Tempos que nao posto nada...

Sei la... so sei que ando sentido coisas que ainda nao cabem no papel.
Tentando defini-las e ate procurando senti-las da melhor forma possivel.
Medo do engano, do erro inoportuno... aquele que te tira o chao ou te tira do chao, quem sabe.
Soi sei que hoje a saudade esta ultrapassando os limites da razao!

Andrezza Almeida

domingo, 12 de dezembro de 2010

Talvez

Talvez tenha sido uma parada para olhar a felicidade de perto.
Talvez tenha sido um palpite em seu futuro incerto.
Talvez tenha sido a felicidade que você nunca quis.
Talvez tenha sido jogado fora um grande amor por um triz.
Talvez tenha sido uma linda mentira, uma linda ilusão.
Talvez tenha sido demais para o seu coração, sempre acostumado com pouca atenção.
Talvez tenha sido iludido por um caminho aparente.
Talvez tenha aprendido a ‘odiar apaixonadamente’.
Talvez precisasse ser assim.
Talvez simplesmente precisasse de um fim.

Andrezza Almeida

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Sensação.

Você já teve a sensação de que lhe falta algo? é... algo.
A sensação de que vai ter de continuar sem esse algo e não sabe como? é... não sabe como.
A sensação de que você perdeu-se no meio do caminho e não sabe como voltar? é... não sabe como voltar.
A sensação de que o medo é mais conhecido a cada dia? é... a cada dia.
A sensação de que todas as suas certezas se dissiparam? é... se dissiparam.
A sensação de que tudo a sua volta encontra-se diferente, inclusive as pessoas as quais você achava mais próximas? é... diferente.
A sensação de não saber onde está? é... não saber onde está.
A sensação de que precisa continuar acreditando? é... continuar acreditando.
A sensação de que muitas coisas não valem o seu esforço, mas mesmo assim você continua tentando? é... continua tentando.
A sensação de que nem tudo vale a pena, mas você tá la acreditando que vale? é... acreditando que vale.
As vezes... tanta coisa é sem explicação... e você nem sabe porque ainda continua sentindo certas sensações.

Andrezza Almeida

domingo, 21 de novembro de 2010

...

De repente, as coisas fizeram sentido deixando tudo sem sentido.
O rumo que eu havia dado, a ‘ilusão’ que eu havia planejado.
Perdida? Não. Meus pés tocaram o chão de repente, meus olhos abriram, não sei em que ponto exatamente. Sei precisamente onde estou, a amostra do que sinto me faz reconhecer com precisão o lugar.
É preciso saber a hora de recomeçar, é preciso reconhecer quando não há lugar, é preciso aceitar quando não dá.
Inseguranças por inseguranças eu prefiro as minhas.
Dúvidas por dúvidas eu prefiro as minhas.
Medos por medos eu prefiro os meus.


‘Quero ser feliz também, navegar nas águas do meu mar!’

Andrezza Almeida

sábado, 6 de novembro de 2010

Pieces of Me.

São tantos os pedaços, todos sem nexo, sem encaixe. Nenhum parece ter conexão com o outro, embora sinta reconhecer boa parte deles.
Me sento no chão. Me aproximo mais na esperança de uma vista turva, de um engano ser a explicação.
Mas não.
De perto, tudo parece pior. Os formatos, as cores, nada se encaixa, nada parece ter um sentido, nada parece ser o que sobrou de mim. Já não me reconheço no que restou.
Esfrego os olhos, tento mudar os pedaços de posição. Uma solução, quem sabe.
Nada.
Fecho os olhos tentando dar um sentido, tentando buscar a explicação de cada pedaço de dor.
Uma luz.
Começo a juntar os cacos. Misteriosamente uma imagem opaca se forma e vai ganhando um contorno.
E é tudo o que consigo.
Outra luz.
Me envergonho do que falta para dar sentido, para que tudo se encaixe...

'Um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. Mas falto eu mesmo, e essa lacuna é tudo.'


Andrezza Almeida

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Vai passar...


Amanhã, um mês ou dois, quem sabe?
Difícil ter de explicar para os que estão a minha volta porque o tapa sol do carro está sempre baixo, mesmo a noite. Mais difícil ainda é ter de vê-la (LUA) surgindo, é ter de aceitá-la e aceitar as lembranças que seu brilho me traz. É ter de lhe dar com o que era certo e agora já nem existe mais.
A presença incerta de uma ausência certa. Difícil.
'Mas ele tem razão quando vem dizer que eu preciso sim de todo o cuidado.'
Passar por certas coisas não valem a pena quando o próprio 'desejo' desiste de você.
O difícil é decidir, é querer ir, é deixar ir, pois as vezes se livrar do que nos machuca pode doer mais ainda.
Mas é preciso arriscar, é preciso viver, é preciso se dar valor, ainda que 'Não meu bem, não adianta bancar o distante; lá vem o amor nos dilacerar de novo.'
O difícil é desistir, mas, também, depois que se desiste ou é levado a desistir, não tem mais porque olhar pra trás. É ficar quieto e aprender a começar tudo de novo.
Espero realmente que saiba o que faz.. porque essa de pedir pra ir pra depois voltar... Não sei... infelizmente, há muitas idas sem volta.

Andrezza Almeida

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

'Um dia pretendo tentar descobrir porque é mais forte quem sabe mentir!' (Renato Russo)

Queria poder aquietar o meu corpo
Queria poder sossegar a minha alma
Queria ainda poder desfrutar do teu amor feito um louco
Queria ainda poder fazer parte da tua calma.

Queria poder ter a livre necessidade da tua companhia
Queria não sentir essa dor
Queria ter ainda aquela alegria
Queria ainda poder te dar o meu amor.

Queria poder voltar a ver aquele brilho nos seus olhos
Queria poder voltar a enxergar a vontade do teu ser
Queria poder voltar a ter o seu amor sem empecilhos
Queria poder devolver o sorriso que seus lábios devem ter ao me ver

Queria poder voltar no tempo
Queria que certas coisas não tivessem sido ditas
Queria poder voltar a ser seu complemento
Queria que certas palavras não tivessem sido ouvidas.

Queria poder fazer diferente
Queria que os meus lábios tivessem o poder de fazer você voltar a relembrar o passado
Queria uma forma de dar chance a gente
Queria não sentir que, de certa forma, tudo está acabado.
 
Andrezza Almeida

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Uma parada para refletir.



Por mais que a gente fuja de certos pensamentos, de certas certezas, chega uma hora em que somos obrigados a encarar de frente o que nos atormenta. Qualquer sensação, qualquer desejo, qualquer devaneio obriga você a parar e refletir sobre os erros e acertos, sobre ter ou não valido a pena.

Existem certas coisas que custamos a aceitar ou acreditar, não sei.
Existem coisas que nos fazem querer mudar, nos fazem querer 'jogar fora sentimentos e ressentimentos'. Mas como jogar fora o que, por hora, nos define?

Você já sentiu a sensação de estar no lugar errado? De praticar ações que não parecem suas?
Você já sentiu a sensação de que as pessoas da sua vida dão um jeito de ir embora com o tempo?

Existem coisas que, por mais que você custe a acreditar, acabam por acontecer.
Existem pessoas que vão te machucar, mesmo você, em certo ponto, achando que isso seria totalmente impossível.
Existem coisas que são insignificantes para muitos, mas que pra você pode ser uma razão, a única razão para o que quer que seja e você vai sofrer muito por isso.
Existem situações em que você procurará desesperadamente por uma razão, um sentido, uma definição, mas muitas vezes não há. Certa vez eu ouvi...'Quer uma definição? Pois defina você mesmo!' Será?

Amores acabam, vidas terminam... felicidade é sempre passageira. Talvez seja isso que nos conforta, pois como boa passageira, um dia ela acaba pegando o mesmo destino.

;)

Andrezza Almeida

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

É torcer para que não seja você!



As vezes estamos tão presos ao que queremos para o nosso destino que, mesmo quando tudo da errado, não conseguimos nos desvencilhar desse querer e, ao invés de prosseguirmos, temos que parar para ver como tudo acaba.


Paramos no tempo e, muitas vezes, ainda culpamos outras pessoas por seguirem em frente.


No amor, quando não há mais reciprocidade, há a formação de um abismo, no qual uma das pessoas resolve se enfiar, resolve apenas observar a vida e teimar em querer saber até onde isso tudo vai dar. Geralmente, esquecem que amor só é amor quando é dado por livre e espontânea vontade e necessidade.


O difícil é querer enxergar, aceitar o final de um tempo bom...


É, tem horas que só nos resta torcer... 


'no fim há sempre um que ama mais, quem dera não fosse eu!'


Andrezza Almeida

sábado, 28 de agosto de 2010

Para que tanto pessimismo? O.o

É bem mais fácil pensarmos nas coisas ruins, nas coisas prejudiciais ao corpo e ao espírito. O otimismo requer um esforço muito grande, o qual nem sempre é alcançado, pois as pessoas estão sempre ocupadas demais para ter força de vontade, para acreditar e fazer com que tudo dê certo.

As vezes nos perguntamos a razão pela qual as coisas boas não acontecem com a gente. A verdade é que somos nós que não a queremos, somos nós que não nos empenhamos em tê-las.

Lamentar-se é muito fácil e, pode ter certeza, não nos falta oportunidade para isso. O difícil é aprendermos com a ocasião, tirarmos proveito de nossos erros e corrermos atrás de acertar. Isso sem deixarmos a esperança para trás.

Sejamos otimistas! Tomemos o caminho mais difícil, pois ele nos fortalece. Vamos correr atrás de nossos sonhos, lutemos para que eles se tornem realidade, pois como se diz...'Sonhos não se perdem quando olhos se abrem!'

(A.A.)
'Eu prefiro ser essa Metamorfose Ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo, sobre o que é o amor, sobre o que eu nem sei, quem sou.'

Um meio de escape, uma forma de botar pra fora o que anda inquietando o meu ser... Uma forma de me dizer o que tem se passado... uma forma de me convencer sobre como tudo tem andado. Uma forma de confessar-me... uma forma de dar um fim, ou um começo. Uma forma de saber quem sou, uma forma de saber quem quero ser.

(A.A.)