quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Sensação.

Você já teve a sensação de que lhe falta algo? é... algo.
A sensação de que vai ter de continuar sem esse algo e não sabe como? é... não sabe como.
A sensação de que você perdeu-se no meio do caminho e não sabe como voltar? é... não sabe como voltar.
A sensação de que o medo é mais conhecido a cada dia? é... a cada dia.
A sensação de que todas as suas certezas se dissiparam? é... se dissiparam.
A sensação de que tudo a sua volta encontra-se diferente, inclusive as pessoas as quais você achava mais próximas? é... diferente.
A sensação de não saber onde está? é... não saber onde está.
A sensação de que precisa continuar acreditando? é... continuar acreditando.
A sensação de que muitas coisas não valem o seu esforço, mas mesmo assim você continua tentando? é... continua tentando.
A sensação de que nem tudo vale a pena, mas você tá la acreditando que vale? é... acreditando que vale.
As vezes... tanta coisa é sem explicação... e você nem sabe porque ainda continua sentindo certas sensações.

Andrezza Almeida

domingo, 21 de novembro de 2010

...

De repente, as coisas fizeram sentido deixando tudo sem sentido.
O rumo que eu havia dado, a ‘ilusão’ que eu havia planejado.
Perdida? Não. Meus pés tocaram o chão de repente, meus olhos abriram, não sei em que ponto exatamente. Sei precisamente onde estou, a amostra do que sinto me faz reconhecer com precisão o lugar.
É preciso saber a hora de recomeçar, é preciso reconhecer quando não há lugar, é preciso aceitar quando não dá.
Inseguranças por inseguranças eu prefiro as minhas.
Dúvidas por dúvidas eu prefiro as minhas.
Medos por medos eu prefiro os meus.


‘Quero ser feliz também, navegar nas águas do meu mar!’

Andrezza Almeida

sábado, 6 de novembro de 2010

Pieces of Me.

São tantos os pedaços, todos sem nexo, sem encaixe. Nenhum parece ter conexão com o outro, embora sinta reconhecer boa parte deles.
Me sento no chão. Me aproximo mais na esperança de uma vista turva, de um engano ser a explicação.
Mas não.
De perto, tudo parece pior. Os formatos, as cores, nada se encaixa, nada parece ter um sentido, nada parece ser o que sobrou de mim. Já não me reconheço no que restou.
Esfrego os olhos, tento mudar os pedaços de posição. Uma solução, quem sabe.
Nada.
Fecho os olhos tentando dar um sentido, tentando buscar a explicação de cada pedaço de dor.
Uma luz.
Começo a juntar os cacos. Misteriosamente uma imagem opaca se forma e vai ganhando um contorno.
E é tudo o que consigo.
Outra luz.
Me envergonho do que falta para dar sentido, para que tudo se encaixe...

'Um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. Mas falto eu mesmo, e essa lacuna é tudo.'


Andrezza Almeida