segunda-feira, 28 de março de 2011

DESENCANTO


Deito.
Analiso os sentimentos cabíveis outrora no peito.
Me pergunto de que jeito tudo virou pó, deu um nó.
É, de laço, feito com jeito, bem cuidado, bem feito, tornou-se nó, que não desata, que sufoca, que maltrata.
Como pode um amor, tão conhecido meu, virar um desamor, uma tão incompreensível dor.
Como pode um olhar desencantar, uma alma despertar (ser despertada?) de um sonho tão intenso (tenso?).
Como pode uma só pessoa desencadear amor supremo, rejeição e desamor extremo.
Difícil entender como tudo foi acontecer, como você se perdeu e levou tudo a se perder.
Difícil entender porque você escolheu um personagem para viver, ao invés de, simplesmente, encenar você.
Difícil entender até que ponto você está mudado ou até que ponto me deixei ser enganado.

“Quem diz amar para sempre, mente.”
Acontece que ninguém acredita que o que sente vai acabar, virar um oposto extremo, mudar.


Andrezza Almeida

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Odiar Apaixonadamente...




Odeio ter que conviver com essa saudade, com essa vontade.
Odeio ter de conviver com essa falta toda, com essa paixão tola.
Odeio saber que amanhã é outro dia e que sempre haverá outras coisas, outras pessoas. Menos você.
Odeio essa distância imposta, esse seu amor que nem se mostra.
Odeio a forma como você toma suas decisões, o modo como utiliza suas opções.
Odeio seu orgulho, sua prepotência, é como se assumisse o desumano em sua essência.
Odeio sua forma de deixar tudo para trás, como se, na sua frente, ninguém existisse mais.
Odeio o seu jeito consciente de magoar, faz sabendo o que está fazendo, mas nem isso o faz parar.
Odeio ter de ir pela razão, embora tenha de admitir que ela tem completa noção do que possa me causar toda essa emoção.

Andrezza Almeida

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Dias e Dias


Tem dias em que nem a solidão serve de companhia.
Tem dias em que o sol parece não te esquentar, por mais quente que ele pareça estar.
Tem dias em que o frio (de dentro ou de fora?), simplesmente, toma de conta.
Tem dias em que a angústia apronta e esmaga o coração? a alma?, e faz surgir/sentir dor.
Tem dias em que a dor apavora, sufoca, caleja, ensina.
Tem dias em que as experiências ajudam, atrapalham, nos fazem perder chances únicas.
Tem dias em que não me aguento ou me sustento.
Tem dias em que só a esperança de um novo dia conforta.
e...
'É isso que faz meu animal ser gente.'

Andrezza Almeida

domingo, 30 de janeiro de 2011

Tempos que nao posto nada...

Sei la... so sei que ando sentido coisas que ainda nao cabem no papel.
Tentando defini-las e ate procurando senti-las da melhor forma possivel.
Medo do engano, do erro inoportuno... aquele que te tira o chao ou te tira do chao, quem sabe.
Soi sei que hoje a saudade esta ultrapassando os limites da razao!

Andrezza Almeida